Só depois disso veio a se dedicar integralmente ao futebol, no qual começou a se destacar em 1976, como artilheiro do Paulistão, mercando 15 gols. Passou a vestir a camisa do Corinthians em 1978, por intermédio do lendário presidente do clube, Vicente Matheus. Atuou ao lado de Casagrande, Wladimir e Zenon e notabilizou-se pelo refinado toque de bola, muitas vezes de calcanhar. Tornou-se ídolo da Fiel, realizando 298 jogos pelo Corinthians, marcando 172 gols.
Daí para a seleção brasileira foi um pulo. Formou aquela que é apontada até hoje, por muitos, como a melhor seleção do mundo, formando ao lado de Toninho Cerezo, Falcão e Zico, além de Leandro, Junior, Eder e tantos outros craques, sob o comando do respeitado Telê Santana. Curiosamente, por uma ironia do destino, faltou o título de campeão mundial.
No Timão, foi o líder da chamada “Democracia Corintiana”, conquistando três títulos estaduais (1979, 1982 e 1983), ficando no clube por seis anos. Na Itália, onde defendeu a Fiorentina, atuou apenas por uma temporada, não se adaptando ao clube. Atuou 25 vezes, marcando seis gols. Em seguida, voltou ao Brasil para defender o Flamengo, em 1985. Atuou ao lado de Zico, mas foram poucas partidas (três no total), muito em razão de uma série de lesões, dele e do Galinho.
Saiu do clube da Gávea em 1987, mudando-se para a Vila Belmiro. Aos 34 anos, não tinha mais aquele vigor que o destacou no Corinthians e não conseguiu se destacar como antes. Marcou sete gols em 23 partidas. Encerrou a carreira no Botafogo, para onde voltou em 1989. Disputou apenas sete partidas e despediu-se do futebol profissional no dia 26 de novembro, atuando por 45 minutos em um amistoso contra o Itumbiara, num adeus melancólico que, no entanto, não tirou o brilho de sua contribuição para o esporte no Brasil.
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